Em um post sobre um filme recém-lançado, blockbuster e dirigido pelos Wachowski, não se faz necessário falar sobre atores, plot ou qualquer outra coisa relacionada. O mais importante é saber se vale à pena ir ao cinema para ver uma obra de tão grande apelo comercial. Pois é. Vale a pena. Não sou nem nunca fui um fá de Speed Racer (preferia Pica-Pau), mas mesmo assim tenho boas memórias deste desenho originalmente japonês. Fui, então, ver o que os Wachowskis tinham aprontado desta vez, e fiquei feliz em saber que a fórmula Matrix ainda não se saturou. "Bullet effect" em golpes – ou melhor, em todos os golpes –, não é assim tão ruim (como pensam os mais conservadores). É fascinante como a lisergia, psicodelia e surrealismo empregado no filme nos hipnotizam. Em certas cenas você se sente uma criança torcendo por Speed. É claro que os irmãos erram em várias coisas (um filme de 135 minutos indicado para a família e livre de restrição de idade? Que criança agüenta?). Mas, mesmo assim, ver Speed Racer se tornar um/seu herói (ao menos por duas horas) e no final tomar "moloko" como champagne, é muito bom. A combinação Wachowski, Joel Silver e John Gaeta ainda funciona, e vamos ver até quando.E viva ao leite como bebida politicamente incorreta - em um futuro super fantástico, claro.
Um comentário:
Nossa, você sai do cinema com vontade de fazer aquelas coisas com o carro. Mas termina na vontade, pois estamos na cidade mais minada de pardal do Brasil (dado meramente inventado) e também porque num 1.0 não seria tão legal. Enfim, muito bom o filme, adorei.
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